Com a PMA devendo R$ 840 milhões, Edvaldo só fará Forró Caju...

Com a PMA devendo R$ 840 milhões, Edvaldo só fará Forró Caju com dinheiro privado

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O prefeito Edvaldo Nogueira preveniu, nesta terça-feira, dia 16, que a maior festa pública da capital sergipana somente será realizada se ele conseguir custeá-la com recursos oriundos, em sua maioria, da iniciativa privada.

O prefeito observa que herdou uma dívida de R$ 540 milhões (curto prazo) e mais R$ 300 milhões (médio e longo prazo) deixada pelo então prefeito João Alves Filho e isso inviabiliza usar dinheiro público para custear o Forró Caju.

Edvaldo sabe que administrar é escolher prioridades, e, além de ter que pagar o pesado débito, já que como todos sabem a administração é impessoal, precisa dar respostas a questões mais urgentes.

Respeito quem pensa diferente, quem acha que o prefeito não faz a festa porque não quer ou porque não soube se organizar para fazer. Respeito também quem gosta de São João, mas, na minha ótica, festa é algo supérfluo.

Todos têm direito ao lazer, à diversão. Concordo. Todavia, em épocas de vacas magras, quando o bolso não suporta, quem não inclui as festas, as chamadas “saidinhas” na lista dos itens que serão suspensos da vida pessoal até que a grana volte a permitir tais diversões?

E se isso é o básico no orçamento doméstico, o que esperar de um gestor responsável, no tocante ao orçamento público confiado a ele pelo eleitor?

Creio que o prefeito Edvaldo Nogueira acertará na mosca, caso consiga fazer um Forró Caju em alto nível com dinheiro privado, sem comprometer o orçamento público. Sem deixar saúde, educação, o pagamento da folha, entre outras prioridades, em segundo lugar.

Por outro lado, não vejo motivos para críticas pelo posicionamento anunciado, caso o gestor não consiga viabilizar a festa junto à iniciativa privada.

Sacrificar o Forró Caju deste ano é uma bola fora? Lógico. Mas não é o fim do mundo. Usar recursos públicos para festa com a PMA devendo um dinheirão e com muitas demandas pedindo soluções seria muito pior. Soaria irresponsabilidade.

Se fizesse o Forró Caju sem caixa, Edvaldo estaria pensando nos adeptos da festa, é óbvio. Mas muito mais no próprio umbigo, já que, num país embrutecido como o nosso, o zelo com o dinheiro do contribuinte, muitas vezes, provoca desgaste no político que está como gestor.

É bom finalizar lembrado que a oposição, por sua vez, está no seu papel. Aliás, serão quatro anos catando com uma lupa erros – e o que julgar errado – para em seguida tecer críticas. E, assim, a não realização do Forró Caju emerge como um caviar. É política, amigo. É possível ser, mas não é diferente.