Testemunhas de defesa do caso Genivaldo chegam à 7ª Vara da Justiça Federal, em Estância (SE) — Foto: Carla Suzanne/ TV Sergipe
Nesta terça-feira (22), a Justiça Federal realiza a primeira audiência referente ao processo criminal contra três policiais rodoviários federais acusados de participar da abordagem que resultou na morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, em maio deste ano, no município de Umbaúba (SE). Genivaldo morreu após ter sido trancado no porta-malas de uma viatura da PRF e submetido à inalação de gás lacrimogêneo.
Segundo a Justiça Federal, até a próxima quinta-feira (24), devem ser ouvidas 40 testemunhas de acusação e defesa, além dos réus do processo criminal. A audiência vai ser realizada, a partir das 8h, na 7ª Vara Federal de Sergipe - Subseção Judiciária de Estância e virtualmente em Aracaju.
Os três policiais policiais vão deixar o Presísio Militar do estado de Sergipe (Presmil) e acompanhar as audiências de forma remota na sede da Justiça Federal em Aracaju.
Com o objetivo de garantir a integridade física dos presentes à audiência, além de preservar a imagem dos envolvidos, a Justiça Federal informou que não será permitido o acesso de pessoas que não integram o processo.
Acusados estão presos
Genivaldo morreu após uma abordagem de policiais rodoviários federais no município de Umbaúba, no sul do estado de Sergipe, cerca de 100 km de Aracaju. O caso aconteceu no dia 25 de maio deste ano. A certidão de óbito apontou asfixia e insuficiência respiratória como causa da morte.
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Acusados de matar Genivaldo Santos — Foto: Reprodução/TV Globo
William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento foram presos preventivamente após se apresentarem voluntariamente à Polícia Federal (PF) no dia 14 de outubro. Eles foram indiciados por homicídio qualificado e abuso de autoridade.







